Por que estamos tendo tantos casos de Recuperação Judicial no Brasil?
Cenário econômico aumenta a relevância da atuação especializada em Recuperação Judicial e Administração Judicial
A Recuperação Judicial voltou a ocupar espaço relevante no cenário empresarial brasileiro. O número de processos permanece elevado e envolve empresas de diferentes setores, desde grandes grupos econômicos até empresas do agronegócio e negócios de médio porte.
Dados da Serasa Experian mostram a dimensão desse movimento. Em 2025, foram registrados 977 processos de recuperação judicial, envolvendo 2.466 empresas, o maior volume de processos desde 2016. O levantamento também apontou que a agropecuária e os serviços concentraram a maior parte das empresas envolvidas. (Serasa Experian)
O cenário permaneceu relevante em 2026. Em abril, foram registrados 60 processos de recuperação judicial, envolvendo 141 CNPJs. Segundo a Serasa Experian, juros elevados, crédito mais restrito e desaceleração da atividade econômica continuam pressionando a estrutura financeira das empresas.
No agronegócio, a pressão também ganhou dimensão significativa. Dados divulgados pela Serasa Experian apontaram 474 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025. O levantamento considera produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, além de empresas relacionadas à cadeia do agronegócio.
Diante desse cenário, compreender a Recuperação Judicial exige mais do que conhecer os dispositivos da Lei nº 11.101/2005. A atuação profissional envolve aspectos jurídicos, econômicos, financeiros, contábeis e empresariais.
Dr. Adelino Neto: experiência prática e formação especializada
É nesse contexto que a experiência de profissionais que atuam diretamente em processos de insolvência empresarial ganha relevância.
O Prof. Dr. Adelino Neto, responsável pela Formação de Administrador Judicial da ABAJUD, é advogado, engenheiro, doutor em Direito e doutor em Ciências Jurídicas e Sociais. Atua como Administrador Judicial e Professor Universitário, além de ser Presidente da Associação Brasileira de Administradores Judiciais. Também é membro consultor da Comissão de Falência e Recuperação Judicial da OAB Nacional e autor de obras jurídicas sobre o tema.
Sua atuação reúne formação jurídica, experiência como Administrador Judicial e atividade acadêmica. Essa combinação permite abordar a Recuperação Judicial não apenas a partir da legislação, mas também dos desafios encontrados na prática dos processos.
O cenário da Recuperação Judicial na visão de quem atua na prática
Para compreender melhor esse cenário, o Prof. Dr. Adelino Neto, Presidente da ABAJUD, advogado e Administrador Judicial com atuação direta em processos de Recuperação Judicial e Falência, explica os principais fatores que estão por trás do aumento desses casos no Brasil e os desafios enfrentados pelos profissionais que atuam nesse segmento.
Por que tantas empresas chegam à Recuperação Judicial?
1. Custo do crédito e endividamento
O aumento do custo financeiro pode comprometer a capacidade de pagamento das empresas. Quando o endividamento se acumula e o fluxo de caixa deixa de acompanhar as obrigações, a empresa pode buscar mecanismos de reorganização.
2. Pressão sobre o fluxo de caixa
Uma empresa pode continuar operando mesmo diante de dificuldades financeiras. Entretanto, quando a geração de caixa já não é suficiente para suportar as obrigações, a crise passa a comprometer a continuidade da atividade.
Nesse contexto, a Recuperação Judicial pode funcionar como instrumento para reorganização do passivo e tentativa de superação da crise, desde que estejam presentes os requisitos legais e exista viabilidade para a atividade empresarial.
3. Fatores específicos de cada setor
As causas da crise não são iguais para todas as empresas.
No agronegócio, por exemplo, fatores climáticos, preços das commodities, custos de produção, crédito rural e ciclos produtivos podem afetar diretamente os resultados. Em outros setores, questões como consumo, custos financeiros, cadeia de fornecedores e condições de mercado podem assumir maior peso.
Por isso, a análise de uma Recuperação Judicial precisa considerar as características econômicas e operacionais da empresa.
Recuperação Judicial não é sinônimo de falência
Um dos pontos fundamentais para compreender o instituto é diferenciar Recuperação Judicial de falência.
A Recuperação Judicial busca permitir que uma empresa em crise econômico-financeira supere suas dificuldades, preservando a atividade empresarial quando houver viabilidade. A falência, por sua vez, possui finalidade e dinâmica próprias dentro do sistema de insolvência empresarial.
Assim, o deferimento do processamento de uma Recuperação Judicial não significa que a empresa esteja falida. O processo representa uma tentativa juridicamente estruturada de reorganização.
O papel do Administrador Judicial
A Recuperação Judicial também exige a participação de diferentes profissionais.
Advogados, contadores, economistas, administradores e outros especialistas podem participar das diferentes etapas do processo. Nesse ambiente multidisciplinar, o Administrador Judicial exerce função de confiança do Poder Judiciário e possui atribuições previstas na legislação.
Entre suas responsabilidades estão atividades relacionadas à fiscalização, prestação de informações ao juízo, acompanhamento do processo e cumprimento das determinações judiciais.
A complexidade dessas atribuições demonstra a importância da preparação técnica de quem deseja atuar na área.
Formação especializada para um mercado em transformação
O crescimento e a complexidade dos processos de Recuperação Judicial ampliam a necessidade de profissionais preparados para compreender a legislação e sua aplicação prática.
A Formação de Administrador Judicial da ABAJUD, ministrada pelo Prof. Dr. Adelino Neto, foi estruturada para apresentar os fundamentos da Recuperação Judicial e da Falência e aprofundar a atuação do Administrador Judicial.
O conteúdo aborda temas como Recuperação Judicial, Falência, Recuperação Extrajudicial, atribuições do Administrador Judicial, Assembleia Geral de Credores, elaboração de relatórios, legislação aplicável, jurisprudência e aspectos práticos dos processos.
Próxima turma começa neste sábado
A próxima turma da Formação de Administrador Judicial da ABAJUD começa neste sábado e ainda há vagas disponíveis.
A formação é voltada a advogados, contadores, administradores, economistas, estudantes e outros profissionais interessados em compreender e atuar no universo da insolvência empresarial.
As inscrições estão abertas. Clique no link a seguir https://go.hotmart.com/K93067438Q
Caso queira tirar dúvidas, entre em contato no WhatsApp ABAJUD: (61) 99557-0212

